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sexta-feira, 14 de abril de 2017

OS MUIRAQUITÂS

O Muiraquitã e as Icamiabas


Dimensão: 3 quadros de14 x 14
Técnica: Óleo sobre tela

Descrição:Três pinturas do Muiraquitã. O primeiro tem a forma de rã, o do meio de sapo e o ultimo de peixe

Uma das minhas histórias favoritas e a das amazonas brasileira. Segundo a mitologia brasileira, próximo ao grande rio, existia uma tribo de mulheres guerreiras denominada Icamiabas. Nesta comunidade totalmente feminina os homens só eram aceitos uma vez ao ano, exatamente no momento em que a grande cheia diminuía formando os lagos de várzeas. As amazonas então mergulhavam para retirar das profundezas o rico barro. A matéria prima era modelada em um amuleto verde que continha a forma de rã, sapo, peixes ou tartaruga. O Muiraquitã.

Depois elas preparavam uma festa para recepcionar os homens e assim poderem procriar. Destes encontros íntimos, se a criança fosse menino ela seria entregue ao pai, se nascesse menina era mantida na tribo e o pai recebia o muiraquitã de presente.

O VÔO DA FÊNIX


O Vôo da Fênix

Material utilizado: Óleo sobre painel
Dimensão da obra: 50x50 de diâmetro


Pessoalmente sinto-me atraída pelo mito da Fênix. A idéia de um ser que pode ressurgir do nada é muito interessante. A origem da lenda é incerta. Ela esta presente em varias culturas como a egípcia, persa, grega e chinesa. Sua imagem foi reproduzida em palácios chineses, templos egípcios e até em algumas igrejas barrocas mineiras, como símbolo da ressurreição de cristo.


Atualmente o mito da Fênix adquiriu caráter universal. Graças principalmente à arte cinematográfica que a retrata em vários filmes de grande sucesso de bilheterias.


A tradição relata que a fênix é uma ave mitológica do tamanho de uma águia, pode viver 500 anos e tem uma força extraordinária, mas a sua principal habilidade é de poder voltar à vida mesmo quando reduzida a cinzas.

O UIRAPURU






Titulo: Os Uirapurus
Dimensão: 30 x 30 cm
Técnica: Óleo sobre tela

Descrição: Pintura que representa duas espécieis de Uirapuru. Este pequeno passaro simboliza o amor. Na Amozonia eles são caçados, pois acredita-se que este animal são um amuleto que traz sorte no amor e na vida.

O Uirapuru é um pássaro encontrado nas regiões na Amazonas-BR, Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia. O nome da espécie varia: Irapuru, Arapuru, Guirapuru, Virapuru, Rendeira ou Tagará. Entre as aves possui o canto mais belo, porem raro, só é possível escutá-lo quando esta construindo um ninho para atrair a fêmea. Na cultura popular, é o deus protetor das aves, quando canta os outros pássaros silenciam, enfeitiçado pelo som que emite.

No imaginário popular, o Uirapuru guarda uma história de amor. A lenda em torno do pássaro relata uma disputa entre duas Índias (Araúna e Oribici) pelo amor do cacique de sua aldeia.(Ururau) Quem se ganha casaria com ele.

Araúna vence flechando um Anajé em vôo. Oribici chora amargamente seu fracasso. Lamenta e pede a Tupã que ela seja transformada em um passaro para ver seu amado.Tupã atende o pedido da jovem e a transforma no Uirapuru.

O Uirapuru encontra Ururau e o enfeitiça com seu canto. Hipnotizado ele segue o passaro mata adentro e nunca mais foi encontrado.

terça-feira, 17 de maio de 2011

A LENDA DO GUARANÁ


A lenda do Guaraná


Título da Obra: A lenda do guaraná
Material utilizado: Têmpera Guache sobre papel
Dimensão da obra: 21 x 29,7cm

A primeira vez que ouvi sobre este mito foi em um trabalho de escola. Nesta época retratei em guache uma imagem bem diferente desta de cima. Como ela desapacereu, decidi fazer uma nova versão que represente todos as fases da história tragica deste curumim (menino).

De acordo com o trabalho que desenvolvi. A tribo dos Maués era considerada a mais prospera de todas. O sucesso era atribuído às bênçãos do príncipe da tribo, que era apenas um curumim. Assim todos cuidavam da criança com bastante zelo.

Todos os passos do curumim eram meticulosamente vigiados, porem Jurupari (o demônio das florestas) invejando a bajulação dedicada ao curumim decidiu mata-lo. Esperou o momento em que os homens da tribo levariam o menino para aprender a caçar pássaros, então se transformou em uma espécie de serpente conhecida como Boicorá. Quando os vigias do menino distraíram, a cobra abocanhou o garoto despejando sobre ele seu poderoso veneno e desapareceu subitamente na presença de todos. O pequeno príncipe morreu rapidamente.

O corpo retornou a tribo. Todos os habitantes entraram em luto. Gritos de desesperos ecoaram por toda a mata. Todas as festas foram canceladas. Foram dias de lamentação. Tupã, assistindo toda aquela tristeza, ordenou que os olhos no menino fossem enterrado em meio à floresta. Como um tempo surgiu uma nova planta branca e preta envolvida por uma cápsula vermelha. Eram os olhos do garoto que multiplicaram e converteram em alimento energético para a tribo. Toda a prosperidade e felicidade retornaram a tribo.